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Guia completo sobre sustentabilidade na indústria de alimentos

A sustentabilidade é um tema cada vez mais recorrente em toda a sociedade, mas você sabe de que forma ela impacta a indústria de alimentos? Veja como se adaptar aos desafios e demandas do setor!
Sustentabilidade (1)

Qualquer empresa que deseje entregar mais valor aos seus clientes e se manter competitiva precisa entender o que o seu público está procurando. Afinal, eles é que vão consumir os seus produtos, serviços e soluções. O maior desafio é que esse comportamento vem se modificando intensamente, e, hoje, a sustentabilidade precisa fazer parte dos planos da indústria alimentícia.

Mais do que alimentos saudáveis, preços competitivos ou produtos saborosos, os consumidores querem ser clientes de empresas que entendam a importância de reformular o seu modelo de negócio para reduzir o impacto social, ambiental e econômico. Então, desde embalagens sustentáveis até produtos feitos a partir de processos mais naturais, a adaptação é fundamental para conseguir destaque.

Além disso, a sustentabilidade representa pontos positivos para as empresas também, como reformulação de processos, redução de desperdícios e ganhos em produtividade. 

Mas o que realmente muda para a indústria de alimentos dentro de uma sociedade mais sustentável? Para traçar um panorama, preparamos este artigo com tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Continue a leitura para conferir!

O conceito de sustentabilidade

Sustentabilidade é o processo de atender às demandas e necessidades da sociedade atual sem comprometer a capacidade das gerações futuras de fazer o mesmo. Muito conectado aos temas mais específicos sobre meio ambiente, o conceito é mais amplo do que isso, resultando em preocupações com causas sociais e o desenvolvimento econômico da sociedade como um todo.

O movimento é uma resposta a questões como as mudanças climáticas, crescimento populacional e degradação ambiental. Setores da sociedade perceberam que era necessário adotar outras posturas para que as futuras gerações também pudessem aproveitar os recursos naturais. Trata-se de um processo de conscientização e adaptação que começa com cada indivíduo e se estende por toda a sociedade.

A superação de hábitos nocivos à coletividade, como o consumo em excesso, desperdício de alimentos e altos níveis de poluição, é um exemplo desse conceito. A ideia é repensar práticas que se tornaram rotina em nossa sociedade, compreendendo o impacto que elas causam e como elas podem ser substituídas de forma a reduzir as consequências dessas ações.

As boas práticas vão desde o uso de sacolas retornáveis ao fazer as compras no supermercado até a opção por meios de transporte menos poluentes, como bicicleta ou meios coletivos. A sustentabilidade também é entender como cada uma dessas atitudes não tem um impacto apenas nas questões ambientais, mas na economia e nos temas sociais.

Os pilares da sustentabilidade

A sustentabilidade é um conceito muito amplo e, por isso, costuma ser dividida em três pilares. Conhecendo cada um deles, torna-se mais fácil se adaptar de maneira prática aos desafios desse novo cenário. Veja!

Ambiental

A sustentabilidade ambiental é um dos temas mais comuns quando se fala no assunto. O objetivo é manter a integridade ecológica de todo o meio ambiente, garantindo o maior equilíbrio entre os recursos naturais disponíveis e o consumo da população. Mais do que qualquer coisa, a ideia é adotar uma forma de consumo que não extraia mais do que o planeta pode oferecer.

Os altos níveis de poluição ou o desmatamento acelerado nos últimos anos são exemplos de causas abordadas quando se fala em sustentabilidade ambiental. A ideia é encontrar um equilíbrio, utilizando os recursos naturais de maneira mais inteligente, evitando que eles faltem para as gerações seguintes. As pautas relacionadas ao tema, portanto, falam de um consumo consciente.

Econômico

A sustentabilidade também fala sobre o aspecto econômico. A ideia é permitir que toda a população consiga os recursos necessários para se manter independente. Trabalhar para a construção de uma sociedade em que mais pessoas tenham acesso a atividades econômicas que possam servir como fontes seguras para se sustentarem.

A exploração de trabalho infantil ou, até mesmo, oferecer más condições de trabalho aos funcionários são questões relevantes quando se fala em ser mais sustentável economicamente. 

Além disso, o pilar econômico também trata da produção, distribuição e consumo de produtos, serviços e outros bens. Em resumo, é permitir que as pessoas tenham liberdade para fazer suas escolhas sem comprometer sua qualidade de vida.

Social

Já o âmbito social da sustentabilidade tem como principal objetivo garantir que os direitos humanos universais sejam respeitados. Permitir que todas as pessoas tenham acesso aos recursos necessários para se manterem saudáveis e seguras, protegidas contra discriminação pessoal, cultural ou trabalhista. Isso significa acabar com a desigualdade social em suas diferentes maneiras, como no acesso a moradia de qualidade.

A equidade salarial entre homens e mulheres é outro exemplo disso, assim como a busca por diversificação nas empresas, abrindo oportunidades para todos, independentemente de raça, gênero ou limitações físicas. O social também fala sobre o acesso à educação e o seu papel em contribuir para a transformação da sociedade como um todo.

A sustentabilidade empresarial

Nesse universo, é natural que se crie um conceito específico para tratar do tema dentro do ambiente corporativo. A sustentabilidade empresarial tem a mesma origem, mas adaptada ao seu contexto particular. Para uma empresa ser sustentável, portanto, será preciso adaptar seu modelo de negócio para não causar prejuízos ao meio ambiente, à sociedade e ao desenvolvimento econômico.

Engana-se quem pensa que a sustentabilidade empresarial é direcionada apenas para as empresas com alto nível de poluição, por exemplo. Esse é um tema mais amplo e que deve ser adotado por organizações dos mais diferentes tamanhos e segmentos. Afinal, direta ou indiretamente, toda companhia causa algum impacto ambiental, econômico ou social, e repensá-los, portanto, é um exercício necessário.

Um banco, por exemplo, pode não ser um dos principais emissores de gases poluentes, mas é responsável pelo financiamento de veículos que fazem parte dessa categoria. Ao adotar uma postura mais sustentável, a instituição financeira pode realizar a compensação do CO2 emitido na atmosfera com a compra de crédito de carbono ou oferecer melhores condições de financiamento para a compra de carros elétricos.

Na indústria alimentícia, isso também é muito importante. Afinal, a sustentabilidade começa desde o processo de produção do item a ser comercializado e chega até a forma como ele é entregue ao consumidor. Uma empresa que se diz sustentável não pode ter embalagens que não sejam biodegradáveis ou produzidas a partir de materiais recicláveis, por exemplo.

Sendo assim, a sustentabilidade empresarial é o braço corporativo do conceito mais amplo para a sociedade. Ou seja, é o movimento que busca capacitar as empresas a se adaptar ao novo cenário, mostrando como é possível continuar alcançando os seus resultados — financeiros e comerciais — sem causar um impacto negativo na sociedade como um todo.

O impacto da sustentabilidade no consumo

Com tantas mudanças em diferentes áreas da sociedade, é natural que isso afete a forma como as pessoas consomem. E a realidade é que a sustentabilidade já é um critério considerado essencial para os consumidores, especialmente no Brasil. De acordo com um estudo realizado pela McKinsey, 85% dos brasileiros se sentem melhor quando compram produtos considerados sustentáveis.

O mesmo levantamento mostra que quase todos os entrevistados (97%) também acreditam que as empresas têm responsabilidade para contribuir para a redução de problemas sociais e econômicos. Isso mostra como os consumidores não querem apenas comprar um produto ou serviço específico, e sim ser parceiros de marcas que atuam de maneira sustentável em diferentes campos.

As ações das empresas, portanto, acabam interferindo diretamente nas suas vendas. Um relatório do Capgemini Research Institute mostra que quase 80% dos consumidores tomam as suas decisões de compra de acordo com as ações de responsabilidade social, inclusão e impacto ambiental de uma empresa. A organização que não se adaptar, portanto, pode ficar para trás.

Até mesmo as marcas mais conhecidas não conseguem reter os seus clientes quando não adotam um crescimento sustentável. A pesquisa indica que 53% dos consumidores não tiveram problemas em comprar com empresas menos conhecidas, mas consideradas sustentáveis. 

O impacto na fidelização também é uma questão importante, com 52% dos entrevistados afirmando compartilharem uma conexão com negócios que prezam pela sustentabilidade.

O relatório ainda apresenta a percepção das empresas em relação ao impacto da sustentabilidade no consumo. A pesquisa mostra que investir em um modelo de negócio mais sustentável contribui para a maior fidelização dos seus clientes. Além disso, os ganhos financeiros são significativos, aumentando a receita por conta do maior consumo e da redução de desperdícios ao longo da cadeia operacional.

Por se tratar de um assunto relativamente novo, mais da metade dos consumidores não têm um entendimento completo de quais empresas são sustentáveis, segundo pesquisa da Accenture. Não à toa, 70% dos entrevistados apoiam a ideia de uma rotulagem obrigatória e simplificada em que se indique se aquele produto é ou não sustentável. Todos esses números reforçam a importância de as empresas se adaptarem.

As melhores práticas e as tendências para tornar seu negócio mais sustentável

Mas, afinal, o que pode ser feito para implementar a sustentabilidade na indústria de alimentos? Listamos algumas práticas que podem contribuir e tendências que precisam ser consideradas para tornar o seu negócio ainda mais sustentável. Confira!

Descartar os resíduos corretamente

Um dos pontos mais importantes quando se fala em sustentabilidade é o descarte adequado dos resíduos produzidos pela empresa. Para iniciar um novo ciclo em seguida, é fundamental estar atento às sobras ao longo dos processos e aos materiais utilizados para embalar os produtos, de modo a reduzir o impacto do que não foi aproveitado em um primeiro momento.

Além de poder ser configurado como crime ambiental — o que resultaria em multas —, o descarte incorreto contribui para a poluição das cidades como um todo, já que o material pode ser despejado em qualquer lugar. Quando o descarte é feito corretamente, os materiais podem servir como matéria-prima para o desenvolvimento de outros produtos ou serviços.

Reduzir a pegada de carbono

A pegada de carbono é um conceito criado ainda na década de 1990 para tentar quantificar o impacto do homem na natureza. A conta é feita a partir do total de CO2 (também conhecido como dióxido de carbono) que cada pessoa emite.

Esse cálculo passou a ser utilizado não apenas de maneira individual, mas coletiva, e as empresas podem identificar como impactam o mundo com o seu modelo de negócio.

Para reduzir a pegada de carbono, é preciso adotar posturas mais sustentáveis ao longo da sua cadeia produtiva. O uso de embalagens mais sustentáveis é um exemplo disso, reduzindo a emissão de CO2 e, ainda, potencializando sabor e nutrientes do produto. Evitar desperdícios também é uma estratégia para diminuir o impacto da organização no meio ambiente.

Investir em energia limpa

Outra prática muito importante para se tornar mais sustentável é investir em fontes de energia limpa. Uma opção é o uso de painéis fotovoltaicos, para utilizar o sol como fonte de energia para a sua produção. Esse tipo de investimento costuma ser um pouco mais alto, mas ele se paga no futuro, pela economia na conta de energia elétrica, além de gerar retorno ambiental, já que o impacto dessas soluções no meio ambiente é mínimo.

Já imaginou se toda a energia necessária para produzir os itens comercializados pela sua empresa não custasse nem um real? Com a geração distribuída, ainda é possível conseguir créditos com a venda da energia para a concessionária, reduzindo ainda mais os seus custos mensais.

Praticar a reciclagem

A reciclagem é outro aspecto importante para a criação de um modelo mais sustentável. Essa prática permite que um material descartado retorne de forma mais rápida para o ciclo produtivo e evita que ele cause um impacto negativo na natureza. Sendo reutilizado várias vezes, a sua vida útil é maior, e o rastro deixado no meio ambiente, consideravelmente menor.

Essa prática contribui não apenas para o quesito ecológico, mas também para o econômico. Quando um material é reutilizado, isso significa que os custos envolvidos para a produção de um novo item vão ser menores. O impacto para embalar um produto, por exemplo, pode ser reduzido em muitas vezes com o reaproveitamento de materiais ao longo da cadeia produtiva.

Reaproveitar a água

O reaproveitamento de água também pode contribuir para tornar a operação ambiental e economicamente mais sustentável. Existem diferentes maneiras de fazer isso, e uma delas é promover o reúso da água que passou pelo ciclo produtivo dentro da sua empresa. Em vez de despejá-la na rede de esgoto, por que não fazer com que ela retorne para ser utilizada em novos processos?

A captação de água de chuva é outra estratégia interessante. A partir da construção de uma estrutura adequada, é possível direcionar todo o volume de chuva para dentro da sua companhia, utilizando a água em diferentes áreas, como processos de refrigeração, irrigação de áreas verdes ou lavagem de áreas externas e internas.

Utilizar embalagens feitas de matérias-primas renováveis

As embalagens são fundamentais para a indústria alimentícia, não é mesmo? Mas é necessário pensar além do layout e do design para conquistar o cliente em um cenário de alta competitividade. 

A praticidade e a experiência entregues ao consumidor são essenciais, mas ele também exige um cuidado com todo o processo, e isso implica a utilização de matérias-primas renováveis para embalar os produtos.

Além de serem vistas como algo positivo pela sociedade, as embalagens ecológicas contribuem para a melhor aplicação dos seus recursos financeiros. Afinal, o custo para a produção de um item vai se tornar muito menor, já que o material descartado pode retornar ao ciclo produtivo da empresa. Como falamos nos tópicos anteriores, esse é um tema relevante para a decisão do consumidor.

Capacitar os colaboradores

Nenhuma estratégia de sustentabilidade vai funcionar se a organização como um todo não estiver na mesma página. Isso significa que os colaboradores devem ser capacitados para atuar de maneira mais sustentável em suas atividades. Eles precisam ter as orientações e os recursos necessários para colocar em prática tudo o que é exigido para reduzir o impacto da empresa.

Isso vai desde treinamento para a redução do desperdício de água e energia e para o descarte correto dos materiais até o incentivo para que a organização como um todo sempre esteja em busca de soluções mais sustentáveis. Ou seja, é preciso construir uma cultura em que todos possam identificar maneiras de transformar os processos em alternativas ainda mais ecológicas.

Avaliar a atuação dos fornecedores

É natural que uma empresa conte com fornecedores ao longo da sua cadeia produtiva e, por mais que não seja possível determinar o que os parceiros fazem ou deixam de fazer, é responsabilidade da companhia encontrar parceiros que atuem de maneira sustentável. 

Afinal, eles fazem parte do seu processo produtivo e são considerados essenciais para que o seu negócio também apoie a sustentabilidade. O objetivo, então, é avaliar o processo de cada um dos seus fornecedores e como eles impactam a pegada de carbono da sua companhia. 

De que adianta ter uma operação interna totalmente sustentável se, indiretamente, você está financiando uma companhia que não pensa nessas questões? 

Fazer parceria com empresas com o mesmo propósito

Se os fornecedores e parceiros não têm o mesmo propósito que a sua empresa, está na hora de encontrar outras companhias que possam entregar produtos e serviços de qualidade com práticas mais sustentáveis. Compartilhar seu direcionamento para ações sustentáveis permite que toda a operação seja beneficiada e se torne mais produtiva e eficiente.

Além disso, a parceria com empresas com o mesmo propósito pode ajudar na busca por soluções e alternativas mais respeitosas com a totalidade do processo. Com cada lado oferecendo os seus insights sobre diferentes operações, as duas companhias podem se beneficiar de contribuições sobre como tornar uma etapa mais eficiente, reduzir o desperdício de água ou atuar de maneira mais impactante na sociedade, por exemplo.

Apoiar ONGs e projetos com causas sustentáveis

A responsabilidade das empresas que querem ser sustentáveis também implica a atuação social, certo? Pensando nisso, uma forma de contribuir para que a sociedade seja beneficiada é apoiando ONGs (Organizações Não Governamentais) e projetos que atuem em causas sustentáveis

Desde atuações para facilitar a coleta e reciclagem de produtos até o trabalho com instituições que contribuam para a atuação de mulheres no mercado de trabalho, uma pequena parte do seu orçamento pode ser destinada para apoiar esses projetos, ampliando o alcance das ações da empresa. 

Afinal, ainda que o foco do seu modelo de negócios seja um, por que não contribuir para que quem tem especialidade nesses temas também possa incentivar outros negócios a fazê-lo? Agindo assim, a percepção da sociedade sobre a atuação da sua empresa também tende a se modificar.

Ajudar no desenvolvimento de florestas

Nem sempre é possível reformular por completo um modelo de negócio para que ele se torne mais sustentável. Algumas tarefas em um processo de fabricação de determinado alimento podem não ser tão simples de alterar no momento, por exemplo. Isso, porém, não impede que a empresa se torne mais sustentável e compense a sua pegada de carbono.

Uma possibilidade é investir no desenvolvimento de florestas, parques e áreas verdes na cidade em que está instalada. Desse modo, mesmo que os processos menos sustentáveis não sejam encerrados no momento, o impacto deles pode ser reduzido consideravelmente. Além disso, essa é uma forma de retribuir para a sociedade ao redor daquela fábrica, que vai ser beneficiada pela área verde.

Entender o que é sustentabilidade na indústria de alimentos é, portanto, uma necessidade para as empresas que querem se destacar no segmento. Afinal, essa é uma demanda crescente do consumidor

Mais do que isso, porém, se tornar um negócio sustentável também é uma forma de aumentar as suas chances de sucesso no médio e longo prazo, já que seus próprios custos de produção serão reduzidos.

Agora que você já entendeu tudo sobre sustentabilidade e o seu impacto na indústria alimentícia, o que acha de continuar por dentro de conteúdos relevantes para que o seu negócio se destaque? É muito simples: assine a nossa newsletter e receba materiais como este diretamente na sua caixa de e-mail!

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    Data de postagem
    • agosto 10, 2021